Que cuidados eu devo tomar na hora de aplicar agrotóxicos?
O trabalhador deve ler as instruções do veneno - ou pedir para que seu chefe leia – antes de começar a preparar a calda. Além disso, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)devem ser usados tanto na hora de preparar a calda quanto na aplicação do veneno. O pulverizador precisa estar em boas condições e o trabalhador não deve permitir que crianças, animais e pessoas desprotegidas fiquem perto do agrotóxico. Não se deve fazer misturas por conta própria. E é importante evitar a aplicação do agrotóxico nas horas mais quentes do dia ou quando o vento estiver muito forte.
Contaminação por agrotóxico em população de área urbana — Petrópolis, RJ
É bastante conhecido o risco de contaminação por agrotóxicos das populações de áreas rurais, principalmente trabalhadores agrícolas. Pouco comum, no entanto, é a constatação de população, em área urbana, sofrer esse tipo de contaminação, da mesma forma que na área rural, e não como acidente em locais de fabricação. Este trabalho procura descrever como a equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis tomou conhecimento de uma possível intoxicação por organofosforado em população urbana local, e as medidas de controle adotadas. Utilizou-se, no estudo, inquérito epidemiológico, com população previamente definida por amostragem, confirmando-se a hipótese através do teste do qui-quadrado (x2).
segunda-feira, 31 de março de 2008
Brasília, 30 de abril de 2007 - 14h10Anvisa divulga resultado do monitoramento de agrotóxico em alimentos
O morango e a alface foram os alimentos que apresentaram maiores índices de contaminação por agrotóxico no ano passado, de acordo com os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). O resultado das análises foi apresentado em Brasília nessa quinta-feira (26). O Para monitorou em 2006 os níveis de agrotóxicos presentes em seis alimentos consumidos pela população brasileira: alface, batata, laranja, maçã, morango e tomate. Desde 2002, foram realizadas 561.200 análises de 92 princípios ativos de agrotóxicos em cada uma das amostras coletadas nos 16 estados que integram o programa. O Para recebeu um investimento de R$ 10 milhões durante todo o período.O Gerente de Avaliação de Riscos da área de Toxicologia da Anvisa e coordenador do Para, Ricardo Velloso, explica que o programa busca identificar a quantidade de resíduos de agrotóxicos nas amostras de cada alimento monitorado. O estudo avalia, ainda, se os níveis estão de acordo com os estabelecidos por lei e se o agrotóxico é autorizado para aquelas culturas. ResultadosDe acordo com o Gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Claudio Meirelles, os dados do Para apontam um índice geral de 14% de irregularidades nas culturas analisadas. Esse número evidencia a necessidade de desenvolver estratégias para a redução do nível de contaminação nos alimentos.“Os resultados do Para vão auxiliar as vigilâncias sanitárias de estados e municípios a estruturar ações de rastreabilidade de controle dos eventos que geraram a contaminação. Com isso, será possível chegar até o produtor, identificar e, em muitos casos, resolver o problema”, relata Meirelles. Os números divulgados indicam que o morango é a cultura com o maior índice de irregularidades em 2006 (37,68%). Mas os resultados apontam uma redução de cerca de 20% dos problemas em comparação com os dados de 2002, quando os desvios foram de 46,04%. Em 2003, esse índice foi de 54,55% e, em 2004, 39,07%. Em 2005, não houve coleta de amostras. O segundo vilão nos dados divulgados pelo Para é a alface, com 28,68% das análises irregulares. Ao contrário do morango, a alface vem obtendo índices de desvios crescentes. Na primeira análise, em 2002, apresentou 8,64% de irregularidades. A maçã é uma cultura que mantém índices baixos, mas constantes de resíduos de agrotóxicos. Já o tomate apresentou redução das irregularidades: de 26,1% em 2002 para 2,01% no ano passado. A batata e a laranja são as únicas culturas cujas amostras deram resultados satisfatórios em 2006. O Para não coletou amostras de banana, mamão e cenoura no último ano. Apesar disso, pode-se observar que os resultados das análises da banana e do mamão reduziram no decorrer do monitoramento. A banana obteve 6,53% de inconformidades em 2002 e, em 2005, baixou para 3,65%. Já o mamão – que na primeira análise teve 19,5% – em 2005 não apresentou problemas.As amostras de cenoura estavam de acordo com os limites estabelecidos por lei em 2002 e 2003. No entanto, em 2005, a análise desse produto apresentou 11,3% de irregularidades. EstratégiasO Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de agrotóxicos do mundo. O uso abusivo de agrotóxicos, entretanto, ameaça a saúde do consumidor e do trabalhador rural, além de contaminar o meio-ambiente.A principal ação para 2007, segundo Meirelles, é a ampliação do programa para outros estados. Atualmente, o Para é formado pelas Vigilâncias Estaduais de 16 estados e três laboratórios públicos. Em 2007, o programa contará com o reforço de mais dois laboratórios e das vigilâncias em nove estados – Amazonas, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Norte, Amapá e Roraima. A contratação de serviços para reforçar a realização das análises e a implantação de sistemas de informação para a troca de dados entre os estados e a Anvisa também são ações apontadas por Meirelles. O gerente prevê, ainda, o aumento do número de culturas analisadas por meio de parcerias com outros órgãos e instituições, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e o Departamento Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC/MJ) e Procons. A I Reunião Geral do Para 2007 reuniu técnicos da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa e representantes de vigilâncias estaduais e de laboratórios públicos, nos dias 24 e 25, na Unidade II da Anvisa, em Brasília.
Informação: Assessoria de Imprensa da Anvisa

Agrotóxico
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Agrotóxico é um tipo de insumo agrícola. Os agrotóxicos podem ser definidos como quaisquer produtos de natureza biológica, física ou química que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Os agrotóxicos podem ser : • pesticidas ou praguicidas combatem insetos em geral) • fungicidas (atingem os fungos) • herbicidas (que matam as plantas invasoras ou daninhas) Os agrotóxicos são produtos químicos usados na lavoura, na pecuária e mesmo no ambiente doméstico: inseticidas, fungicidas, acaricidas, nematicidas, herbicidas, bactericidas, vermífugos. Podem ainda ser tóxicos os solventes, tintas, lubrificantes, produtos para limpeza e desinfecção de estábulos, etc.
Eles causam muitos problemas tanto para o meio ambiente, quanto para os seres humanos e animais.
Já foram registrados casos de transmissão de leucemia para o feto, por mulheres que estiveram em contato com agrotóxicos durante a gravidez.
Existem cerca de 15.000 formulações para 400 agrotóxicos diferentes, sendo que cerca de 8.000 encontram-se licenciadas no Brasil, que é um dos cinco maiores consumidores de agrotóxicos no mundo.
Alguns agricultores ainda não conhecem o perigo que o agrotóxico representa para a sua saúde e para o meio ambiente.
Pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS, em 12 países da América Latina e Caribe, mostrou que o envenenamento por produtos químicos, principalmente pelo chumbo e pelos pesticidas, representa 15% de todas as doenças profissionais notificadas.
O índice de 15%, antes mencionado, pode parecer baixo, mas a Organização Mundial de Saúde - OMS afirma que apenas 1/6 (16,6%) dos acidentes são oficialmente registrados e que 70% dos casos de intoxicação ocorrem em países do terceiro mundo, sendo que os inseticidas organofosforados são os responsáveis por 70% das intoxicações agudas.
O manuseio inadequado de agrotóxicos é, portanto, um dos principais responsáveis por acidentes de trabalho no campo. A ação das substâncias químicas no organismo humano pode ser lenta e demorar anos para se manifestar.
O uso de agrotóxicos tem causado diversas vítimas fatais, além de abortos, fetos com má-formação, suicídios, câncer, dermatoses e outras doenças. Segundo a OMS, há 20.000 óbitos/ano em conseqüência da manipulação, inalação e consumo indireto de pesticidas nos países em desenvolvimento.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Agrotóxico é um tipo de insumo agrícola. Os agrotóxicos podem ser definidos como quaisquer produtos de natureza biológica, física ou química que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Os agrotóxicos podem ser : • pesticidas ou praguicidas combatem insetos em geral) • fungicidas (atingem os fungos) • herbicidas (que matam as plantas invasoras ou daninhas) Os agrotóxicos são produtos químicos usados na lavoura, na pecuária e mesmo no ambiente doméstico: inseticidas, fungicidas, acaricidas, nematicidas, herbicidas, bactericidas, vermífugos. Podem ainda ser tóxicos os solventes, tintas, lubrificantes, produtos para limpeza e desinfecção de estábulos, etc.
Eles causam muitos problemas tanto para o meio ambiente, quanto para os seres humanos e animais.
Já foram registrados casos de transmissão de leucemia para o feto, por mulheres que estiveram em contato com agrotóxicos durante a gravidez.
Existem cerca de 15.000 formulações para 400 agrotóxicos diferentes, sendo que cerca de 8.000 encontram-se licenciadas no Brasil, que é um dos cinco maiores consumidores de agrotóxicos no mundo.
Alguns agricultores ainda não conhecem o perigo que o agrotóxico representa para a sua saúde e para o meio ambiente.
Pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS, em 12 países da América Latina e Caribe, mostrou que o envenenamento por produtos químicos, principalmente pelo chumbo e pelos pesticidas, representa 15% de todas as doenças profissionais notificadas.
O índice de 15%, antes mencionado, pode parecer baixo, mas a Organização Mundial de Saúde - OMS afirma que apenas 1/6 (16,6%) dos acidentes são oficialmente registrados e que 70% dos casos de intoxicação ocorrem em países do terceiro mundo, sendo que os inseticidas organofosforados são os responsáveis por 70% das intoxicações agudas.
O manuseio inadequado de agrotóxicos é, portanto, um dos principais responsáveis por acidentes de trabalho no campo. A ação das substâncias químicas no organismo humano pode ser lenta e demorar anos para se manifestar.
O uso de agrotóxicos tem causado diversas vítimas fatais, além de abortos, fetos com má-formação, suicídios, câncer, dermatoses e outras doenças. Segundo a OMS, há 20.000 óbitos/ano em conseqüência da manipulação, inalação e consumo indireto de pesticidas nos países em desenvolvimento.
Os agrotóxicos podem ser definidos como quaisquer produtos de natureza biológica, física ou química que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas aatravés de ingestão ( a praga deve ingerir a planta com o produto),microbiano (o produto contém microorganismos que atacarão a praga ou o agente causador da doença)por contato ( ao tocar o
corpo da praga o produto já faz efeito).grícolas. Os agrotóxicos podem ser :
através de ingestão ( a praga deve ingerir a planta com o produto),microbiano (o produto contém microorganismos que atacarão a praga ou o agente causador da doença)por contato ( ao tocar o
corpo da praga o produto já faz efeito).
Quanto à origem:
inorgânicosorgânicos.
Os pesticidas inorgânicos foram muito utilizados no passado, porém, atualmente não representam mais do que 10% do total de pesticidas em uso. São eles produtos à base de arsênico e flúor e os compostos minerais que agem por contato matando a praga por asfixia (visto que os insetos respiram através da "pele").
Os pesticidas orgânicos compreendem os de origem vegetal e os organo-sintéticos. Os primeiros, muito utilizados por algumas correntes da Agroecologia são de baixa toxicidade e de curta permanência no ambiente (como o piretro contido no crisântemo e a rotenona extraída do timbó). Já os organo-sintéticos, além de persistirem muitos anos nos ecossistemas, contaminando-os, também trazem uma série de problemas de saúde para os seres humanos, o que torna seu uso proibido pelas correntes agroecológicas.
Os agrotóxicos organo-sintéticos de uso proibido na Agricultura Agroecológica são:
Clorados: grupo químico dos agrotóxicos compostos por um hidrocarboneto clorado que tem um ou mais anéis aromáticos. Embora sejam menos tóxicos (em termos de toxicidade aguda que provoca morte imediata) que outros organo-sintéticos, são também mais persistentes no corpo e no ambiente, causando efeitos patológicos no longo prazo. O agrotóxico organoclorado atua no sistema nervoso, interferindo nas transmissões dos impulsos nervosos. O famoso DDT faz parte deste grupo.
Cloro-fosforados: grupo químico dos agrotóxicos que possuem um éstere de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo, que em um dos radicais da molécula possui também um ou mais átomos de cloro. Apresentam toxidez aguda (são capazes de provocar morte imediata) atuando sobre uma enzima fundamental do sistema nervoso (a colinesterase) e nas transmissões de impulsos nervosos.
Fosforados: grupo químico formado apenas por ésteres de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo. Em relação aos agrotóxicos clorados e carbamatos, os organofosforados são mais tóxicos (em termos de toxidade aguda), mas se degradam rapidamente e não se acumulam nos tecidos gordurosos. Atua inibindo a ação da enzima colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos.
Carbamatos: grupo químco dos agrotóxicos compostos por ésteres de ácido metilcarbônico ou dimetilcarbônico. Em relação aos pesticidas organoclorados e organofosforados, os carbamatos são considerados de toxicidade aguda média, sendo degradados rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos. Os carbamatos também atuam inibindo a ação da colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos cerebrais. Muitos desses produtos foram proibidos em diversos países também em virtude de seu efeito altamente cancerígeno.
corpo da praga o produto já faz efeito).grícolas. Os agrotóxicos podem ser :
através de ingestão ( a praga deve ingerir a planta com o produto),microbiano (o produto contém microorganismos que atacarão a praga ou o agente causador da doença)por contato ( ao tocar o
corpo da praga o produto já faz efeito).
Quanto à origem:
inorgânicosorgânicos.
Os pesticidas inorgânicos foram muito utilizados no passado, porém, atualmente não representam mais do que 10% do total de pesticidas em uso. São eles produtos à base de arsênico e flúor e os compostos minerais que agem por contato matando a praga por asfixia (visto que os insetos respiram através da "pele").
Os pesticidas orgânicos compreendem os de origem vegetal e os organo-sintéticos. Os primeiros, muito utilizados por algumas correntes da Agroecologia são de baixa toxicidade e de curta permanência no ambiente (como o piretro contido no crisântemo e a rotenona extraída do timbó). Já os organo-sintéticos, além de persistirem muitos anos nos ecossistemas, contaminando-os, também trazem uma série de problemas de saúde para os seres humanos, o que torna seu uso proibido pelas correntes agroecológicas.
Os agrotóxicos organo-sintéticos de uso proibido na Agricultura Agroecológica são:
Clorados: grupo químico dos agrotóxicos compostos por um hidrocarboneto clorado que tem um ou mais anéis aromáticos. Embora sejam menos tóxicos (em termos de toxicidade aguda que provoca morte imediata) que outros organo-sintéticos, são também mais persistentes no corpo e no ambiente, causando efeitos patológicos no longo prazo. O agrotóxico organoclorado atua no sistema nervoso, interferindo nas transmissões dos impulsos nervosos. O famoso DDT faz parte deste grupo.
Cloro-fosforados: grupo químico dos agrotóxicos que possuem um éstere de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo, que em um dos radicais da molécula possui também um ou mais átomos de cloro. Apresentam toxidez aguda (são capazes de provocar morte imediata) atuando sobre uma enzima fundamental do sistema nervoso (a colinesterase) e nas transmissões de impulsos nervosos.
Fosforados: grupo químico formado apenas por ésteres de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo. Em relação aos agrotóxicos clorados e carbamatos, os organofosforados são mais tóxicos (em termos de toxidade aguda), mas se degradam rapidamente e não se acumulam nos tecidos gordurosos. Atua inibindo a ação da enzima colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos.
Carbamatos: grupo químco dos agrotóxicos compostos por ésteres de ácido metilcarbônico ou dimetilcarbônico. Em relação aos pesticidas organoclorados e organofosforados, os carbamatos são considerados de toxicidade aguda média, sendo degradados rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos. Os carbamatos também atuam inibindo a ação da colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos cerebrais. Muitos desses produtos foram proibidos em diversos países também em virtude de seu efeito altamente cancerígeno.
segunda-feira, 10 de março de 2008
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